quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

metamorfose

entre o céu e a terra encontrava sua
casa.
(nem tinha casa.
o seu corpo era a sua casa.)
esbracejou-se tropeçando nas areias molhadas.
saiu para o destino que havia ocultado.
nunca mais foi vista a mesma;
nunca mais foi a mesma!
a última coisa que se sentiu foi o ruído do
mergulho.

3 comentários:

gaivota disse...

areias molhadas, que eu gosto tanto,
nunca mais ninguém é a mesma depois dessa experiência, o mergulho...
mas o mar estava chão e aquele corpo fundiu-se nas inexistentes ondas
um beijo

Luna disse...

Quando o corpo se funde com o mar
Quando se sente o toque das ondas
Quando a maresia inunda os sentidos
Quando falamos com o mar e ele responde
Nada mais será igual

Beijinhos
luna

gaivota disse...

voltei, porque me cheirou a mar...
e ele aqui tão perto,
é atravessar a estrada,
bebi mais uma ondinha, daquelas, pequeninas
já que as grandes emigraram para outras paragens..
deixomais um beijo